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DANÇA DA CRISE ou TALVEZ ELE PUDESSE PENSAR PRIMEIRO E DANÇAR DEPOIS ou COMO FAZER COISAS SEM DANÇA ou OLDSCHOOL#40 (2015)

Partindo de uma conferência que venho fazendo desde 2012, altura em que começava a questionar o meu desejo de dançar e as suas motivações, procurarei abrir uma discussão coletiva sobre a dicotomia entre corpo e cabeça e a ambivalência entre ética e estética que afronta a eficácia discursiva da dança.

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João dos Santos Martins é um artista que trabalha a partir da dança e da coreografia. Articula a sua prática entre a produção de peças e a colaboração como bailarino com autores como Ana Rita Teodoro, Eszter Salamon, Moriah Evans e Xavier LeRoy. O seu trabalho é caracterizado por uma diversidade de dispositivos que investem na produção de conflitos entre o sujeito que dança e o objecto dançado. As suas peças são desenvolvidas em colaboração com outros artistas como em Antropocenas (2017), com Rita Natálio e Pedro Neves Marques, e Onde Está o Casaco? (2018), com Cyriaque Villemaux e Ana Jotta. Desde 2017 tem expandido a sua prática a outros formatos. Organizou o ciclo Nova—Velha Dança; criou, com Ana Bigotte Vieira, um dispositivo para a historização coletiva da dança em Portugal — Para Uma Timeline a Haver — e fundou um jornal — Coreia — dedicado a produzir discursos sobre as artes e os artistas.

+ info: João dos Santos Martins | UNFINISHED

Artwork © Jani Nummela