A GUERRA DOS MUNDOS
Uma comédia digital, promíscua e poliamorosa, dividida em vários atos: festa temática com performance interativa, audiência interpassiva, video mapping na fachada (porque é “só fachada”), ciclo de cinema indie’gesto + tertúlia fraturante (imposta, não exposta), menu de degustação só com tapas (pela empresa de Special K’tering “Sol & Peneira”, amigas foreva iLda., a tapar desde 1998) e DJ set, claro. Uma organização Chef Rø, Turismo Cooltural, S.A., sob a direção de conteúdos de Rogério Nuno Costa e o alto patrocínio de pelo menos uma hamburgueria artesanal.

Género: Stand-Up Tragedy. Técnica: Auto-Sugestão Mista [evangelização das massas mascarada de TED talk]. Público-Alvo: Poorto, industrial & criativo. Dress Code: A Gravidez Histérica É O Novo Avant-Garde. Duração: até passar a moca de MD [stands for “Muita Divertido”]. Palavra-Passe: Lame.
Mais infotainment:

AVANT PROP’S

Ainda que não pareça, isto é uma receita. Uma receita para o Sucesso. O Sucesso vai assim escrito em letra maiúscula pois é o nome de uma personagem (provavelmente protagonista) do texto dramático que estou a escrever para acompanhar o evento A GUERRA DOS MUNDOS™, que é também o nome de um coletivo, de uma plataforma, de uma companhia, de um projeto, de uma associação, de um grupo, de um cluster, de uma startup, e de várias outras congregações territoriais do neo-feudalismo contemporâneo. O Sucesso, salvo raríssimas excepções, veste sempre bling bling e segue escrupulosamente uma dieta mediterrânica à base de Azeite™, o ouro dos néctares adiposos e o tempero preferido dos clubbers tripeiros. O texto dramático chama-se “Tu Queres É Feta!” e segue um género inventado pelos Gregos que é o teatro-de-revista, que é como quem diz, o teatro. Está cheio de trocadilhos totós, linguagem-SMS, descrições meme-boas de sítios fixes para sair à noite, e piadas escatológicas muito básicas e boçais com pretensiosas piscadelas de olho-do-cu à tecnologia digital, à geração smartphone e à implosão do capitalismo. Resultará num espetáculo, ou então num filme, ou então numa instalação sonora, ou então num cacilheiro com cenas dentro, ou então num serviço educativo, desde que caiba numa app e possa ser apreciada tactilmente. Não é um solo, mas vai ter selfies. Também não será uma peça de grupo, antes uma peça de groupies. Inspirações: eu, o meu middle finger, e os meus fãs [aka “escravos sexuais”]. A peça começa com uma entrada triunfal do Sucesso. Tambores, máquina de vento, conffetti, e a deixa:

— Deixa-me, caralho! Tu não és foodie! Tu estás é todo foodie’do!
(sai pela esquerda alta; o Sucesso sai SEMPRE pela esquerda alta.)

OR D’OEUVRE

A vingança serve-se frígida. Se o Aristóteles fosse cozinheiro, morreria à fome. Parece-me lógico. Depois da saída trágica do Sucesso pela esquerda alta, entra uma Voz Off com sotaque americano e retórica portugueZa a explicar aos turistas da Time Out com que linhas se cose a litter’atura-de-cordel da Invicta, com citações da “História da Sexualidade” do Foucault, várias alusões cross-disciplinares ao Design (Porno)Gráfico e à Física de Pares’tículas, e uma irritante tendência para dizer velouté no lugar de sopa passada: “Já me estou a passar!” Perguntar quem é o homem e quem é a mulher numa relação homossexual é o mesmo que perguntar qual dos dedos é a faca e qual é o garfo numa refeição metrossexual. Isto é: mais Moda™ que Foda™. Desde que inventámos a Linguagem que começámos a evoluir para trás. No Telecrã aparece o Carl Sagan a explicar-nos em que parte da História é que nós aparecemos, com os pés a pisar os últimos segundos do dia 31 de Dezembro do calendário cósmico. O Homem já é um homem, e no entanto continua a comemorar o réveillon como se não houvesse amanhã: flûte de champagne já morta numa mão, onze passas por comer na outra, a língua a bater nos dentes, uma linha de sangue a escorrer-lhe da narina direita. A Voz Off cala-se. Desce um telão com uma imagem impressa da Festa da Conga. Paisagem sonora: versão glitch da Romana a ganir “Continuas chamando-me assim, bebé…”. Palminhas. Entra o Rei. Vai nu, claro, mas ainda com as etiquetas da H&M e da Zara penduradas. Arranca as etiquetas e substitui-as por maneiras, lançando o seguinte maneirismo:
— Faz-me um Bobone!
(e sai pela direita alta; o Rei sai SEMPRE pela direita alta.)

ALEGRA-BOCAS

Nos bastidores do Grande Teatro, os atores enfiam os dedos em caviar de esturjão “sterlet” (Acipenser Ruthenus), o único produto alimentar de cor dourada que se conhece na natureza. Ignoram a etimologia com o mesmo fervor com que ignoram as tostinhas de trigo duro, mas dão-lhe forte nos shots de vodka e vão imensas vezes à casa-de-banho. De acordo com o novo acordo ortográfico, boémia agora escreve-se booh!émia. Betos da Foz a fazer de conta que são gunas meets disfunção sexual grave. Meninas, de ambos os sexos, vestidas de Made in Bangladesh da cabeça aos pés, abrem a boca de sono (ou então de pasmo, não se percebe bem); desligam o iPhone para poupar bateria, deixando-se afogar na sua própria vaidade soporífera. Há uma que se levanta, camisa irónica, bandolete transgénero, calça a comer-lhe o cu. Fica de pé uns segundos em posição três quartos, boca-de-pato, pulso quebrado. A seguir vocifera, fechando as vogais e comendo sílabas:
— ‘Méquié, ‘ssoal, isto já deu… Nã’ vai ‘ver after?
(não sai, fica; eternamente.)

ENTRADA

Garimpeiro, substantivo masculino. Aquele que enfia o dedo no cu da galinha a ver se traz ovo. Figurado: folião, borguista, farrista, zombeteiro, galhofeiro. Figurativo: ator, bailarino, performer. Figurão: estrela porno. Os atores saem finalmente dos bastidores, concentradíssimos, mas a fazer de conta que estão descontraídos. Caminham em cima do linóleo branco de marca EUROPA™ com os seus ténis de cores gourmet; o linóleo brilha, parece ter luz própria de tão igual que é a todos os outros linóleos brancos de todos os outros espetáculos que já vimos. É côncavo e convexo ao mesmo tempo, não se percebe. É vegan. Os atores fazem uns movimentos neutros com os braços e o pescoço, como que a dizer: “Isto não é carne nem é peixe”. Tal como os espetadores, que permanecem tenebrosamente sentados a comer bolachas Belgas™ que trouxeram do foyer. Uma das atrizes meneia finalmente a cabeça, fixando o público, para dizer, num tom de voz Sofia Aparício:
— O novo é o novo novo…
(e continua a passar os dedos que ainda cheiram a gordura de esturjão pelo linóleo-branco, qual espetadinha-de-rabo-na-boca, a fazer de conta que é pobre, mas mortinha por regressar aos bastidores, onde faz de conta que é rica.)

PEIXE

Cortina. Ouve-se um excerto da versão poortuguesa da música “Anaconda”, traduzida para “Lagartixa”. Uma luz intensa ofusca o público, mas ninguém ousa abandonar a sala. O cenário é agora uma boîte dançante, com bolas de espelhos, manequins sem cabeça, televisões avariadas, e outros fetiches mal resolvidos com os anos 90 por todo o lado. Entra ROGÉRIO NUNO COSTA, o rei-vai-nu, despido de ouro falso da cabeça aos pés, o cabelo pintado de uma cor irónica (tipo caju) e uma referência ornamental qualquer ao Terceiro Mundo (por exemplo: uma bindi no meio da testa). Pára no centro do palco, lambe o dedo indicador e levanta-o no ar, como que a descobrir o Norte pelo andar do vento. A seguir entra O ARTISTA RESIDENTE com uma cabeça de porco verdadeira enfiada na sua própria cabeça. Mira o corpo coberto de ouro de ROGÉRIO NUNO COSTA e atira-lhe com um maço de dólares falsos. Ruído ensurdecedor, mudança drástica de luz. Começa o diálogo:

ROGÉRIO NUNO COSTA — Conjugas tudo no mais-que-perfeito (simples, composto ou mistura de ambos), transformas o infinitivo dos verbos em substantivos (sobretudo nos títulos) e substituis “cheio” por “pleno” para dar assim um ar latinizante à coisa. Comprova-se: escreves pooesia!

O ARTISTA RESIDENTE — Esse teu amor passional precisa de fundamentação conceptual…

ROGÉRIO NUNO COSTA (apontando para a porta do Zoom) — A diferença entre dar o cv e dar o cu é quase nula!

O ARTISTA RESIDENTE (cínico, comendo sushi) — Que nigiri que tu és!…

ROGÉRIO NUNO COSTA — Justamente! Eu cá nunca vi nenhuma árvore a morrer de pé. Proponho uma reforma estrutural de todas as metáforas de uso corrente.

O ARTISTA RESIDENTE — Verosimilhança é o conceito que aplicas quando o que vês parece mesmo mentira!

ROGÉRIO NUNO COSTA — Ó meu grandessíssimo paneleirão! Mas tu já viste alguém a cozinhar com o “coração”? Ou com “amor”? (diz isto enquanto abana os dedos freneticamente, como que a tocar air piano)

O ARTISTA RESIDENTE (atirando pó dourado ao ar) — Todos precisamos de um milagre… Em bolo bukake!

ROGÉRIO NUNO COSTA — Do caco, estúpido!

O ARTISTA RESIDENTE (cantando) — Quando eu queria que dissesses sim, deste-me um não que até meteu medo! (repete uma vez)

ROGÉRIO NUNO COSTA (cantando mais alto, mão na anca) — Agora queres mas eu digo assim: chupa chupa chupa, chupa no dedo!

(O número de telefone do Apoio ao Cliente da Sociedade Portuguesa de Autores começa a passar em rodapé. Os dois atores, agora vestidos de Batman e Robin, desatam à chapada pós-dramática enquanto berram “Cala-te!” e “¡Cállate!” alternadamente. Cortina.)

INTERMEZZO
Leitura da sinopse:

“O cosplay é a palavra-valise que aglutina costume com play e refere-se a uma actividade lúdica praticada por seres humanos que gostam de fazer de conta que são personagens. Essas personagens podem vir dos universos anime e manga, mas também dos videojogos, do cinema, da música, do teatro de época (ou da época), da gastronomia (movimento recente que dá pelo nome de cozeplay), ou até da Nightlife™ (movimento também recente que dá pelo nome de corteplay, onde os jogadores fazem de conta que estão MESMO numa festa, que essa festa está MESMO a ser a puta da loucura, e que estão todos MESMO a divertir-se que nem porcos na lama). O objetivo é dar forma (sem conteúdo) a essa ideia genérica e trans-epocal a que damos o nome de meta-festa temática (conceito operativo que está na base de toda a produção cultural/artística desde que o homem é Homem até à atual idade). Como refere Slavoj Žižek…”

(a leitura é interrompida pelo gongo; o público é chamado para a segunda parte da sessão de Fake Yoga™.)

CARNE

O cenário é essa catedral do empreendedorismo artes-anal óleossiponense chamado A Padaria Portuguesa. Várias pessoas de calça arregaçada e sapato-sem-meia comem cenas com rúcula, mozzarella e tomate seco em pão que parece que foi polido, envernizado e retocado em Photoshop. As paredes estão cobertas de monos de plástico a imitar o rústico. Os empregados são todos licenciados em Design: têm todos cara de Helvetica. Os clientes falam uma língua que não dominamos; deve ser €uropeu. Das colunas sai uma música dos Deolinda que desafia o ouvinte a não ir ao CCB. Entra a SANTA PADROEIRA DOS CLICHÊS, vestida com um vestido branco e dourado para os pobres, azul e preto para os que fingem a pobreza que deveras sentem. Traz um microfone-à-Madonna, parece que vai dar uma TED talk, mas fala como se fosse programadora cool’tural. Chama pelo ART’LETA, que entra a correr, mascarado de emergente:

SANTA PADROEIRA DOS CLICHÊS — Ó cagão, anda cá! Estou a pensar abrir um restaurante chamado El Bullying. Que achas? (ri-se)

ART’LETA (com sotaque de todas as regiões do País, menos de Lisboa) — Ai, num sei… Ó Boz! Booooz!!! Puosso responder a iesta porgunta? Boz?!

SANTA PADROEIRA DOS CLICHÊS — És mesmo deficiente, pá! Não percebeste que a pergunta tinha rasteira? Estava a testar a tua endurance conceptual, ou seja, a tua stamina social, a ver se te aguentas de joelhos (a rezar!) até à próxima saison, ou se és dos que cospe no prato que come à primeira oportunidade!

ART’LETA (ajoelhando-se para receber a medalha de ouro) — Prumiêto resistire à tentaçom de fazêre seija o que fuor cum inspiraçom maijómenos diréta na iárte cuntextuále, na crítica institucionále, e na relaçom do artista cu pudêre. Pêlo que precebi, isso bai sêre a ciêna. E iêu soue intuleránte a ciêna. Quándo istoue em ciêna, fico tuôdo inxádo, hiper-bêntilo e fico cum buntáde de faziêre audições…

SANTA PADROEIRA DOS CLICHÊS — Pronto, já chega! Vai lá distribuir cartazes.

(Saem os dois, de braço dado, a caminho das Galerias. A palavra mais vezes repetida é “interessánte”.)

DOCE

Coro: “Uma da manhã, hey, bem bom, duas da manhã. Bem bom, já três da manhã, hey, bem bom, quatro da manhã. Bem bom, cinco da manhã, hey, bem bom, já seis da manhã. Bem bom, sete da manhã, hey, bem bom, oito da manhã…”. Fumo. Drum ‘n’ bass da pior qualidade possível. Espelhos por todo o lado. Gosma no chão. Os performers caem, intoxicados, um a um, no centro da contemporary dancefloor. Aproximam-se uns dos outros, olhos raiados de sangue, mente vazia; trocam fluidos e abanam a peida ao ritmo de temas trap. Não têm dentes, só língua. No meio do caos, entra Penny Arcade, a fumar 27 cigarros ao mesmo tempo; caminha por cima dos despojos, rindo, dançando:
— São como bandos de pardais à solta… Os put@s… Os put@s…
(sai; nada mais há a fazer senão sair.)

FRUTA

Entro eu, vestido de Facebook. Fico a olhar o público com o mesmo ar condescendente que ensaio ao espelho todos os dias desde 1978. Playbackando a minha própria voz:
— Se somos aquilo que comemos, então também somos aquilo que cagamos.
(blackout.)

DIGI’STIVO

Doem-me os dedos de tanto falar. Interrompo o raciocínio para fazer um último xixipster e escrever, caps lock: NÃO TENTAR ISTO EM CASA. Este texto, que é uma receita para o Sucesso, dirige-se ao olho da rua. É de lá que brotam as palavras que o premeiam. Permeável e premiável são quase homófonos, logo, são quase sinónimos. Os efeitos secundários e terciários seguem em letra pequenina. Só lê quem for paciente, ou quem já tenha perdido a paciência para a Paciência, ou quem já não tenha cu para o sofá. Este texto, que é uma receita, deve ser visto à lupa, portanto. Miopia seletiva. Que tudo o que luz, não é ouro, está só coberto de spray dourado e filtros do Instagram. Que em terra de pobres, quem tem um camuflado é rei. Que o sucesso não é para todos, é para tudo. Que isto é só um exemplo de apresentação: o leite é cola branca e a fruta é de plástico. Que os espetáculos são a frente e o verso, ao mesmo tempo, de uma embalagem de cereais de marca Americana™. Que os mais vendidos são os Lucky Charms, twink’le twink’le little stars com grandes decotes e banha de leitão a escorrer no tronco. Que ler é preciso, mas com moderação. Que não é só a comida que é vegan; agora o turismo também, e a espiritualidade, e a divulgação científica, e a arte, e as trocas económicas, e o desporto, e as ações beneméritas, e o jornalismo. Que é tudo só parra, sem uva. Que é tudo corrido a bife de soja com sabor a porco, a caminhar a passos largos para bife de porco com sabor a soja. Que a mediocridade é o novo avant-garde. Que less, temos pena, é mesmo só less.
Pausa.
Porto™, A Melhor Cidade do Mundo, S.A. é agora um medicamento homeopático embrulhado em papel reciclado com logotipo InDesign e desconto especial para profissionais. Não falha. Como aqueles mega-DJ’s da atualidade Macintosh que se vêem obrigados a fazer erros de propósito para provar que estão mesmo a passar som. Há que acreditar! Com muita força! Que 0,1% de talento diluído em 99,9% de água conta como missão. 
Pausa.
No Porto™, A Melhor Cidade do Mundo, S.A., existem duas receitas para o Sucesso: a “social” (a Vida não imita a Arte, mas o Facebook), e a “artística” (a Vida a ser constante e permanentemente aniquilada pela Arte, mesmo que no Facebook). Não são equivalentes; não se complementam. Que os Artistas não passam de Atores a fazer de Artistas. Que 0,1% de receita artística diluída em 99,9% de receita social conta como missão.
[Parêntesis:
o Futuro™ entra de rompante em cena e faz a cameo appearance mais fugaz da História.
Olha para a cidade em modo rolling eyes e diz:
“LOL”.] 
Só existe uma obra artística, a mais abstrata das abstrações, e a mais poderosa também: o dinheiro. Tudo o resto não passa de carne pra canhão. É preciso chamar os Beuys pelos nomes: somos todos artistas o caralho! Andamos a rir-nos de coisas sérias e ainda temos a lata (uma daquelas latas com rótulo vintage) de ir para as escadas da Assembleia mascarados de neo-punks de Ermesinde queixarmo-nos que fomos violados… Por nós próprios! 
Pausa.
Uma chuva dourada cai agora em cima do público, que fica a olhar o palco à espera que alguém diga: “Já acabou”. Recusa-se a fazer figura d’urso e a bater palmas na deixa errada; recusa-se a ser Público, portanto. Todos os twink’le twink’le little shows que se fazem por aí, depois do sol se pôr e a escuridão esconder os erros de racord e as assimetrias de casting, resumem-se a esse momento de indecisão palerma, a essa redundância que nunca mais acaba, porque nunca começou, que o único género de arte que existe é o género artístico.
Pausa.
Quem vai à guerra (dos mundos), ou dá ou leva; não há terceira via possível. Precisamos da boca para comer, mesmo quando já só comemos metáforas, ou quando já só usamos a língua para falar. E precisamos de continuar a acreditar no Menino Jesus, lutando afincadamente por um assento no anfiteatro do Clube Disney™. Fade Out. O Autor aproveita para fazer uma diagonal ao Sucesso, abandonando o palco pela direita baixa, middle finger em riste, cantando: “Perdoai-os, Senhor, que eles sabem o que fazem”.
RNC, 2015, No Rights Reserved
[Este texto é uma adaptação de outro texto intitulado “Finger Food“, originalmente publicado na revista RETINA (Coletivo 111). Esta nova versão, direcionada/dedicada à cidade do Porto, integrou a performance “A Guerra dos Mundos” na forma de texto-de-sala impresso em 4 folhas A4 agrafadas. A performance foi apresentada no dia 14 de Agosto de 2015 no Passeio das Virtudes (Porto) para o programa “Pôr-do-Sol nas Virtudes“, organizado pela Sonoscopia Associação.]

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